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Aluno foi advertido por short considerado inadequado após casal ficar incomodado e reclamar para academia

Aluno denuncia ter sido advertido por academia ao usar bermuda considerada inadequada O aluno Marcus Andrade, de 42 anos, foi advertido por short considerado in...

Aluno foi advertido por short considerado inadequado após casal ficar incomodado e reclamar para academia
Aluno foi advertido por short considerado inadequado após casal ficar incomodado e reclamar para academia (Foto: Reprodução)

Aluno denuncia ter sido advertido por academia ao usar bermuda considerada inadequada O aluno Marcus Andrade, de 42 anos, foi advertido por short considerado inadequado depois que um casal ficou incomodado e reclamou para a administração de uma academia, em Anápolis, na região central do estado. Segundo Marcus, um dos clientes do estabelecimento disse que se sentiria constrangido se a esposa visse as pernas dele. "Um dos personais, administrador, me chamou no escritório [da academia] e falou que tinha um cliente incomodadíssimo com o tamanho da minha bermuda e que a esposa dele veria essas pernas e ficaria realmente muito constrangido", relatou Marcus. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O relato de Marcus foi feito através de uma postagem nas redes sociais, onde ele aparece supostamente com a mesma roupa de treino que usava quando foi chamado a atenção (veja no vídeo acima). LEIA SOBRE O CASO: Aluno denuncia ter sido advertido por academia ao usar bermuda considerada inadequada: ‘Extremamente constrangido’ Aluno que denunciou advertência por bermuda usada em academia foi abordado por funcionário após reclamação: 'Muito pequena' Indenização: Aluno advertido em academia por usar short considerado inadequado recebe indenização de R$ 20 mil Aluno advertido por short considerado inadequado diz que situação foi de homofobia Aluno advertido por short considerado inadequado diz que decisão judicial tem caráter educativo Entenda o caso Segundo Marcus, no dia 30 de junho de 2025, após o treino na academia Hope Select de Anápolis, ele esperava pelo marido, que ia buscá-lo, quando foi chamado por um funcionário e conduzido a uma sala. Em entrevista para a repórter Yanca Cristina, Marcus detalhou o momento. “Ele [o funcionário] relatou que um dos alunos havia reportado a ele que estava incomodado com o meu vestuário, porque a minha bermuda, meu short, era muito pequeno, e a esposa dele, que também treinava ali, tinha se sentido constrangida”, detalhou. Aluno denuncia ter se sentido constrangido após academia considerar bermuda de treino "inadequada" Arquivo pessoal/Marcus Andrade Resposta da academia Em uma nota publicada na época, a academia disse que é um “ambiente acolhedor, respeitoso e seguro para todos” e que a roupa do aluno não era apropriada para determinados movimentos de exercícios de musculação. “Essa conduta está prevista em nosso contrato e segue as diretrizes da empresa quanto ao uso de roupas que assegurem liberdade de movimento sem causar desconforto a terceiros, sempre com base no respeito mútuo, na empatia e na boa convivência”, escreveu a academia em nota que foi publicada em suas redes sociais. Sentença Em decisão judicial publicada no dia 3 de março, ficou determinado o pagamento de uma indenização de R$ 20 mil com caráter educativo. Marcus Andrade disse que a atitude pode "contribuir para uma sociedade menos homofóbica". A decisão, em primeira instância, cabe recurso. O g1 entrou em contato com a academia e com o representante jurídico do estabelecimento, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Segundo Marcus, a sensação após a decisão é de um "sopro de esperança". Ele diz estar feliz com a decisão, mas não pela quantia em dinheiro, mas pela mensagem. "Estou feliz e não é pelo valor ganho na causa, mas pela mensagem poderosa que traz: nós temos o direito de existir, ir e vir em qualquer lugar e estabelecimentos sem passar por constrangimentos", disse em entrevista ao g1. Indenização Na decisão, a Justiça entendeu que não houve problemas na abordagem da academia durante a advertência, já que a conversa foi feita em local reservado e que a exposição midiática posterior foi feita pelo próprio aluno. Apesar disso, apontou que, na nota oficial divulgada pelo estabelecimento após a repercussão do caso, a academia “assumiu o risco de ampliar o debate público”. Segundo a juíza, o texto da academia não tem caráter explicitamente homofóbico, mas o teor religioso ajudou a reforçar uma percepção pública de reprovação moral. “Ao invocar, como fundamento de sua postura, a necessidade de ‘agradar e honrar a Deus’, vinculando tal referência ao episódio envolvendo o requerente, que é homossexual, a requerida introduziu componente de natureza religiosa em situação já sensível sob o prisma da identidade e orientação sexual”, concluiu a juíza. A indenização de R$ 20 mil por danos morais foi fixada com base na gravidade da conduta considerada ofensiva e discriminatória, na repercussão do caso na vida de Marcus e na capacidade econômica dos envolvidos. Academia de Anápolis é condenada a pagar R$ 20 mil a aluno 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás