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GPA obtém decisão para impedir que grupo francês Casino venda suas ações na empresa

Loja do Pão de Açúcar (GPA) no Rio de Janeiro. MAURO PIMENTEL/AFP O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta segunda-feira (20) que obteve decisão limina...

GPA obtém decisão para impedir que grupo francês Casino venda suas ações na empresa
GPA obtém decisão para impedir que grupo francês Casino venda suas ações na empresa (Foto: Reprodução)

Loja do Pão de Açúcar (GPA) no Rio de Janeiro. MAURO PIMENTEL/AFP O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta segunda-feira (20) que obteve decisão liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para impedir que o grupo francês Casino Guichard-Perrachon venda as ações que possui na companhia. Em fato relevante, a varejista afirmou que a decisão reconhece “o risco de esvaziamento do patrimônio do acionista Casino por meio da alienação de suas ações”. O grupo detém 22,5% do capital do GPA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na prática, a decisão da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo impede que o Casino se desfaça de sua participação na empresa em duas frentes: no caso de ações já vendidas, determina a suspensão da liquidação financeira antes da conclusão das operações; para ações ainda não vendidas, proíbe a realização de novas vendas. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A tutela cautelar foi concedida no âmbito de um processo de arbitragem entre as partes, iniciado pelo GPA em 6 de maio de 2025. 🔎 Processo de arbitragem é uma forma de resolver conflitos fora da Justiça comum, em que as partes escolhem árbitros independentes para decidir o caso. O Judiciário pode ser acionado para medidas urgentes ou para garantir o cumprimento das decisões. O Casino, ex-controlador do Grupo Pão de Açúcar, é acionista da varejista brasileira desde 1999. Recuperação extrajudicial Em 10 de março, o GPA informou que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial. A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA renegociou R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. A recuperação extrajudicial tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no acordo. Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo ainda possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers. ENTENDA A CRISE DO GPA: Pão de Açúcar vai fechar? De quanto é a dívida? Entenda a crise do GPA