Legendário retido em Dubai após conflito no Oriente Médio espera retornar ao Brasil nesta semana: 'saudade é grande'
“Na crise, o segredo é manter a serenidade”, diz apóstolo Renê Terra Nova O pastor evangélico Renê Terra Nova afirmou que enfrentar a saudade da famíl...
“Na crise, o segredo é manter a serenidade”, diz apóstolo Renê Terra Nova O pastor evangélico Renê Terra Nova afirmou que enfrentar a saudade da família é um dos principais desafios enquanto permanece retido em Dubai desde 28 de fevereiro. Renê é um dos cerca de 30 amazonenses integrantes do movimento Legendários que tentam voltar ao Brasil após o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. Segundo ele, a expectativa é de que o retorno ocorra ainda nesta semana. Os amazonenses foram ao país para participar do evento "Top Dubai", uma expedição no deserto realizada entre os dias 25 e 28 de fevereiro com integrantes do Legendários de diferentes partes do mundo. A viagem de volta estava prevista para o domingo (1º), mas foi interrompida pela suspensão das operações aeroportuárias. Em entrevista ao g1, Renê disse que se mantém otimista e que mantém contato com a esposa diariamente, o que ajuda a amenizar o anseio pelo retorno ao país. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp “Sentimos falta da família, da igreja e da nossa nação. Minha casa é o meu ninho de amor. Minha esposa é uma parceira extraordinária, uma mulher de fé que tem sido um pilar nesse tempo. Todos os dias ela me envia palavras de encorajamento", relatou. O legendário afirmou que o espaço aéreo começou a ser reaberto nesta quarta-feira e que alguns integrantes do grupo conseguiram sair de Dubai ainda hoje. Ele espera que o retorno aconteça até domingo (8), mas não sabe em qual dia irá embarcar. "Alguns irmãos já conseguiram voar hoje, outros partirão amanhã, e nossa expectativa é que até o dia 8 de março todos estejam em seus destinos finais", informou. Durante o período em que esteve retido devido ao conflito no Oriente Médio, Renê afirmou que outras alternativas de saída foram pensadas, mas descartadas. "Alternativas de saída por rotas como Índia e Afeganistão chegaram a ser avaliadas, mas foram descartadas por oferecerem riscos desnecessários. Estamos administrando cada saída com muita prudência e estratégia, evitando gastos excessivos e, sobretudo, reduzindo a exposição em conexões em países que não oferecem segurança nas malhas aéreas", contou. Legendário impedido de deixar Dubai após conflito no Oriente Médio relembra dia do ataque: 'Descemos a montanha e estourou a guerra' Apóstolo Renê Terra Nova em Dubai Divulgação O conflito A coalizão entre Estados Unidos e Israel lançou um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. 🔍Os EUA e Israel justificaram a ofensiva com a justificativa de destruir o programa nuclear iraniano e evitar a suposta fabricação de armas nucleares. O Irã nega veementemente buscar armas e afirma que seu programa é exclusivamente pacífico. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2). Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, e têm sido registradas também em outros países da região. Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo. EUA reivindicam ataque de submarino a navio de guerra do Irã