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Pacientes são transplantados com sucesso no Complexo Hospitalar Samuel Libânio

Pacientes são transplantados com sucesso no Complexo Hospitalar Samuel Libânio Crédito: Divulgação. O representante comercial Marcos de Araújo de Pouso Al...

Pacientes são transplantados com sucesso no Complexo Hospitalar Samuel Libânio
Pacientes são transplantados com sucesso no Complexo Hospitalar Samuel Libânio (Foto: Reprodução)

Pacientes são transplantados com sucesso no Complexo Hospitalar Samuel Libânio Crédito: Divulgação. O representante comercial Marcos de Araújo de Pouso Alegre é mais um paciente transplantado no Complexo Hospitalar Samuel Libânio (CHSL). Desde o dia 31 de julho de 2024, ele possui um novo rim e está se sentindo cada vez melhor aos 53 anos. “Toda vez que venho no hospital passo nessa capela para agradecer, nunca vim aqui para pedir, só para agradecer. Quem tem fé, tem tudo. Aqui fiz amizade com todos desde as pessoas da limpeza até os profissionais de saúde que sempre me ajudaram na recuperação e no tratamento. São muitas pessoas que participaram do meu processo e tenho muita gratidão por todos”, afirma o transplantado. Além do impacto direto na vida dos pacientes e suas famílias, os transplantes renais realizados no Complexo Hospitalar Samuel Libânio (CHSL) também tem uma grande importância para a sociedade como um todo. “Ele alivia o sistema de saúde, reduzindo a necessidade de tratamentos contínuos e caros, como a hemodiálise. Isso libera recursos que podem ser direcionados para outras áreas da saúde, beneficiando ainda mais pessoas. No entanto, para que possamos continuar a realizar esse trabalho vital, precisamos da conscientização e do apoio da população. A doação de órgãos é um ato de solidariedade e altruísmo que pode salvar vidas. Cada doador é um herói que deixa um legado duradouro de compaixão e generosidade”, analisa a médica Daniela Zica, coordenadora e responsável técnica do Serviço de Transplante Renal do CHSL. Todo o processo de transplante renal Marcos começou a perceber que estava urinando muita espuma e depois de falar com a mãe decidiu procurar ajuda médica em setembro de 2018, quando descobriu que estava com a função renal reduzida. “Eu descobri que tinha GESF (Glomeruloesclerose Segmentar e Focal) que é uma cicatrização de partes dos glomérulos, que são os pequenos filtros do sangue nos rins e teria que ser transplantado. Depois disso, comecei a correr atrás de um milagre, buscando informações em tudo e em todos. Somente em 2023, comecei meu tratamento aqui neste hospital e ela foi me acalmando e me preparando para o transplante. Quando a função renal baixou 15%, entrei na fila de transplante. Fiz uma bateria de exames e fui aprovado”, conta Marcos. Quando Marcos foi informado do seu transplante, a creatina dele já estava em 15.8 e ele possuía apenas 3% de função renal. “A equipe médica não acreditava como eu estava de pé ao lado deles. Acredito que minha força vem da minha espiritualidade. Quando fui informado, comecei a dizer para mim mesmo, esse rim é meu, acreditei, fiquei firme naquela fé, naquela vontade e deu tudo certo. Agradeci a Deus e aos médicos que cuidavam de mim”, disse. Depois de transplantado, ele ficou sete dias na UTI e seguiu para o quarto. “No meu caso, eu rejeito 80% dos rins que são compatíveis comigo. Então, foi incrível ter participado com sucesso desse transplante renal preemptivo e sem ser familiar. É um milagre. Eu falo que eu sou um milagre vivo”, agradece Marcos, que é católico e tem em sua fé um grande alicerce para vida. Ao saber da necessidade de transplante, Marcos só pensou no tempo que queria passar ao lado da sua família e aproveitar mais o crescimento de seus filhos. “No início, fiquei muito emocionado com tudo e chorava de alegria por saber que passaria mais tempo ao lado deles. Meus familiares e meus amigos verdadeiros foram muito importantes para minha recuperação. Dessa forma, eu tive força de lutar pela vida”. Setembro é o mês dedicado à campanha Setembro Verde, que conscientiza a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos para transplantes Desde a sua fundação, em 1989, já foram realizados mais de 300 transplantes renais no Serviço de Transplante Renal do CHSL. “Este número não representa apenas procedimentos médicos, ele representa vidas modificadas e transformadas. A importância do transplante renal vai muito além de uma intervenção de uma sala de cirurgia. Para os pacientes com insuficiência renal, o transplante representa uma oportunidade de poder retornar às suas atividades cotidianas, uma nova chance de vida”, ressalta Daniela Zica.